Liderança na Era da Gestão do Conhecimento

Costuma-se dizer, que o cenário de atuação das empresas tornou-se menos ordenado e previsível, face aos processos globais dos negócios e das turbulências nos sistemas econômicos e políticos mundiais.

Além disso, novos modelos competitivos, bruscas mudanças legais, conjunturais e a sofisticação das demandas dos clientes têm sido desafios constantes às tradicionais estratégias empresariais. Resultando que a maioria destas já não é mais capaz de oferecer uma resposta eficaz à gestão, incluindo aí a gestão de pessoas, empresas e carteiras. 

Líderes inspiradores e mão de obra qualificada e comprometida, então, nem se fala: são artigos raros nesse contexto. Difíceis de achar e formar. Esta análise, nem tão original assim, não tem endereço, pois ela se aplica também ao seu segmento, seja ele qual for. 

Trocando em miúdos: Não mais é possível ficar contando apenas com o diferencial da “sua atividade”. Aliás, esta atividade está onde? Em sua cabeça? Quem sabe mais sobre isso além de você ou de algum colaborador? E se ele for embora e levar toda a informação para a concorrência? Mesmo se não o fizer, o quanto essa ausência pode abalar suas operações? O que você vai fazer a respeito disso pode fazer toda a diferença em seu negócio.

É perigoso fiar-se apenas na competência em fazer o que faz, uma vez que a revolução tecnológica oferece hoje facilidades e enormes desafios ao empreendedor. Facilidades, pois o processamento de produtos e serviços foi extremamente automatizado. Além disso, pode ser facilmente propagandeado, sem fronteiras geográficas. Dificuldades, pois uma das leis ocultas da informática nos diz que todo serviço automatizado é meramente operacional, vira commodity, portanto, perde valor agregado e todo produto divulgado ostensivamente gera descrédito.

Daí o perigo: visto pelos olhos do cliente, o seu negócio pode não passar de um posto de atendimento, compra ou um bureau de processamento. Em uma palavra, você é apenas mais um fornecedor, o que torna difícil a percepção do valor dos serviços prestados por quem adquire o que você produz ou entrega.

Para o consumidor final, você pode ser apenas uma entrada no Google, uma porta na rua ou um item na prateleira. Se ele puder comprar sem impostos, melhor. Para o cliente pequeno e médio, as perguntas sempre são: – Mas, o computador não faz tudo? Porque é tão caro? Será que preciso mesmo disso? Para as grandes empresas, a questão é outra: – O que você oferece me ajuda a melhorar, otimizar, desenvolver indicadores e reduzir custos? Para o grande conglomerado a pergunta é: Quem indicou você?

Assim, nesta parte da história, é preciso inserir um novo componente para ajustar sua competitividade a este cenário instável. E a única saída, caso seu capital de giro não seja astronômico é despertar para processos de liderança que envolvam as pessoas no conceito de administração participativa-empreendedora, cujo papel é efetuar a transição dos modelos tradicionais de gestão para a organização do futuro. Com essas estratégias busca-se, por meio de mecanismos e ferramentas específicas, oferecer ao empreendedor informações amplas, que vão além das fronteiras corporativas, com o intuito de fornecer condições para que sejam detectadas as situações que são ou poderão vir a ser relevantes para o negócio.

Assim, as empresas que adotam essas práticas obtêm vantagens imediatas, através de um modelo eficiente e que permite sua sobrevivência e competitividade, sem perder o essencial de suas atividades. Mas, isso somente será possível, caso as empresas se disponham a fazer a gestão do conhecimento.

Não somente em bases de acumulação de dados, rotinas e fluxo de processos, mas como cultura organizacional. Ou seja: implantar e gerir sistemáticas de identificação, criação, renovação e aplicação dos conhecimentos que são estratégicos, administrando um dos maiores ativos de sua empresa, evitando perdas e permitindo que a organização tome consciência do que ela efetivamente sabe, do que gerou de conhecimento (na verdade, isto é valor!).  E mais ainda: permite cultivar nos colaboradores a adoção de posturas comprometidas e nas lideranças, o empenho pela confiabilidade. E assim, termina o ciclo vicioso dos relatórios, tarefas e burocracias feitas de qualquer jeito, apenas para constar que entregaram no prazo…

Uma vez implantada de maneira correta e gerida com transparência e participação, a gestão do conhecimento leva as organizações a mensurar com mais segurança a sua eficiência, tomar decisões acertadas com relação ao melhor posicionamento a ser adotado em relação aos seus clientes, concorrentes, canais de distribuição e ciclos de vida de produtos e serviços, saber identificar as fontes de informações, saber administrar dados e informações, saber gerenciar seus conhecimentos. Trata-se da prática de agregar valor à informação e de distribuí-la. Se sua empresa ainda não reconhece valor nisto, faz muito mal…

Pode parecer assunto de TI ou engenheiros, mas a verdade é que um dos maiores ganhos com esta estratégia é influenciar pessoas, pois após parametrizar os fatores reconhecidamente importantes, existe um discurso que é formado e que permite alinhar as expectativas de todos para unir esforços rumo ao crescimento. Posicionar-se de forma a poder atender às necessidades emergentes é ter a vantagem de sair na frente, ou simplesmente se posicionar de forma a evitar dificuldades. Além do mais, permite um diferencial realmente humano, pois quem gera esta cultura são os membros da organização.

Para dar certo, basta as lideranças atentarem para a regra número um do gestor eficiente: Ouça mesmo aquilo que você não quer ouvir. Analise a situação ética e criticamente. E se estiver errado, vá lá e dê um jeito! Em outros termos, trata-se de eliminar os fatores que impedem o autoconhecmento das organizações sobre suas deficiências e formalizar os passos que foram dados até as soluções encontradas. A gestão do conhecimento não precisa necessariamente de sistemas. Se houver, melhor, mas na falta de grana, use apenas o bom senso. Vale um baita diferencial competitivo!

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