Homenagem à Luís Sérgio Lico – 08/08/1963 a 15/07/2012

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Mãe Iluminada

Recordo-me de dias – não tão antigos – onde havia uma certeza plausível e metafisicamente demonstrável.

Onde a verdade não variava com as circunstâncias ou com o aparecer dos fenômenos; e a segurança era estabelecida a partir de uma palavra.

Dias, onde braços abertos representavam um inexpugnável abrigo, contra o mundo incompreensível dos barulhos estranhos e grandes seres ameaçadores.

Vozes tranqüilas que serenavam as estações, fazendo o tempo adquirir outro significado para a consciência.

Um espaço de conforto, onde lágrimas podiam ser suspensas com uma canção e dias de chuva deixavam de ser tristes porque se tinha alguém ao redor.

Estes dias, que nos esforçamos para trazer da memória e que não mais se repetirão, são os fundamentos de onde tiramos a força para manter a lucidez.

Especialmente, numa época onde a proteção e a dignidade parecem ter deixado de possuir um referente. Onde a mão que deveria proteger abate-se sobre a inocência e quem tem esperança é chamado de pobre sonhador. Há uma saudade geral do que poderia ter sido.

Dos dias distantes e queridos.

Talvez, nesse oceano de consumo e corações com pouca paciência, tenhamos confundimos tudo e perdido a identidade. Chamei muitos pelo nome, queria olhar suas faces e entender suas almas, mas eles apenas me mostraram seus celulares e diziam:- Isto sou eu!

Caminhamos entre fragmentos, seres virtuais que esqueceram suas instâncias afetivas e alimentam com as sobras de seus medos, os monstros soltos pelas avenidas da ausência.

Todos querem alcançar metas e resultados, porém, quão poucos lembram  a intensidade do amor que tiveram e sob que murmúrio suave, um dia, adormeceram. Sinto por todas as mães, que partiram, libertas do torvelinho planetário, e por todas as mentes que não compreendem.

Mas, as mães que restaram ainda são capazes de cobrir de luz bilhões de existências, bem com, clamar o reparo de todas as injustiças enfrentando a pior das intempéries. Quem não desejaria sua companhia? Ser filho novamente? Quem dera!

Faz falta retornar à mansuetude, desarmando as intuições, para que se possa transformar este deserto mercado que habitamos. Causa alegria ao espírito, levar-se por inteiro e não só um mero presente. Antes que a tecnologia dos objetos, o olhar que remove quaisquer estilhaços como folhas soltas ao amanhecer.

Depois, a cada assistência requerida e que cumprimos fielmente, a cada novo abraço que se oferta àquelas que nos garantiram vir a ser o que somos, resgatamos uma pequena promissória desta dívida eterna e tornamo-nos o que realmente devemos ser.

Além do tempo, uma ponte entre Deus e a poeira das estrelas, onde cintila suavemente a Luz Humana. Que em seu pulsar ilumina e ajuda, aqueles que ainda só conseguem pedir.

Seja Feliz neste Dia das Mães!

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Falha Humana

Porque as pessoas erram? Esta é uma pergunta que preocupa muitos gestores, pelo impacto que o erro causa nas operações e rotinas empresariais.

Infelizmente, a abordagem das organizações para solucionar o caso, tem sido sempre negativa, quer dizer: busca-se a “falha humana”, e naturalmente o remédio para isso deve ser uma receita de bolo qualquer. Se avalizada por “alguém do mercado” ela será boa. Se o gajo for um especialista “bem cotado”, melhor. Mas, o que é o erro?

Desde Platão, o problema do erro é uma pergunta constante. Porque erramos, quando sabemos o que fazer ou conhecemos aquilo que visualizamos? Eu conheço Teodoro. O vejo descendo a ladeira e aceno para ele. Mas, caramba! Quando ele chega perto, não é Teodoro. Como pude me enganar assim?

Não há resposta universal, pois o erro depende de fatores tanto objetivos, quanto subjetivos e também topográficos e circunstanciais. Naturalmente, erramos pela nossa própria finitude, ou seja: seres incompletos, limitados no tempo e não perfeitos erram pela impossibilidade material de conhecer tudo.

Também é importante deixar algo claro: o que nos define, enquanto humanos não é tanto o que somos e temos, mas também o que não somos e não temos.  A lacuna, o “gap”, o vazio e a necessidade são partes importantes da nossa existência. Nesse cenário, o erro é mais que uma possibilidade: é uma condição fundamental. Continuar lendo

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Recepção e Atendimento: A Chave para Fidelização

Muitas empresas gastam grandes somas de dinheiro para pesquisar os hábitos de seus clientes, descobrem o que eles desejam e investem nessa direção.

Outras, nem sequer se importam com isso e continuam sua vidinha dura de lutar por cada palmo de mercado e cortar custos.

Mas, existe uma enorme parcela intermediária que gostaria de saber o que fazer para aumentar suas vendas e fidelizar seus clientes, mas não podem pagar uma pesquisa e nem repassar este custo aos consumidores. Então se perguntam: O que fazer? Simples: basta observar cuidadosamente o seu próprio dia-a-dia.

Muitas respostas podem ser encontradas fazendo-se as perguntas adequadas. Eis o que nossa experiência em consultoria nos diz e que gostaríamos de repartir com você. Veja quais são os pontos mais essenciais: Continuar lendo

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Aqui e Agora

Vivemos uma síndrome de denuncismo e superficialidade. Em todo lugar apontam letras, câmaras, opiniões e microfones.

São tantas as irregularidades, desmandos, desvios, corrupções e descasos, que na pauta do dia somente entram as mais escandalosas aflições.

Como aqui as coisas levam tempo para se resolver, cria-se uma situação onde a própria denúncia é esvaziada de seu frescor, solapada pela vigarice mais recente.

Instrumentos legítimos são utilizados para a metaexposição de tantas irregularidades que perdem sua aura de seriedade, não importando a gravidade da denúncia. Quem sabe, estamos cansados de tentar descobrir se o poço tem fundo…

O que gela a espinha é a hipótese de nossas endemias terem atingido um grau tão diáfano de sofisticação, que na iminência de qualquer flagrante, será melhor efetuar a denúncia como coação preventiva.

Assim, para o meliante matam-se dois toelhos: não há mais risco de ser chantageado e perder muito dinheiro e, com a ressaca no mar bravo das mazelas semanais, logo o caso será esquecido e superado pelo andar da fila. Além do mais, o trâmite agora será o da justiça e, se o dito cujo for bem administrado nas variadas brechas da lei e da criatividade brasileira, significará uma senhora enormidade de tempo. Entrementes, a vida continua. Vamos tocando. Roll the bones. Continuar lendo

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Vendendo para Crianças

Outro dia me pediram uma entrevista sobre “vaidade infantil” e como o varejo devia se posicionar e/ou explorar o caso, especificamente nas meninas.

Bom, mandei algumas considerações, mas acho que não publicaram…

Então, passo a bola para quem tem interesse em atuar de forma ética no segmento e entender o que significa esta questão da industrialização do consumo infantil. Mesmo, porque é uma questão pertinente para o mercado, pais e educadores.

Não sei se há “meios-termos”, mas a problemática já está posta há muito tempo, então seguem algumas considerações. Não sei se realmente existem fatos ou devemos nos contentar com interpretações, mas segue a íntegra da entrevista.

Afinal, pensar é só pensar.

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Quanto Vale um Cliente Fidelizado?

Quanto vale o cliente fidelizado? Aquele que é leal à marca e a defende?  Muitas vezes, vale muito pouco!

Tão pouco que determinados segmentos de mercado, insistem em maltratá-lo de todas as formas possíveis.  Os maus tratos, no caso, podem ser entendidos como a maneira grosseira e míope de tratar este ingênuo personagem pelas políticas de marketing corporativo.

Seja pela imanência de não mais ter que conquistá-lo, ou pela sensação de pertencimento, ele sempre fica para trás. Uma vez capturado Jonas, a baleia segue seu curso pelos oceanos infinitos do market share.

Não importa o que os consultores digam. Sempre que uma empresa tem uma carteira ativa fiel, ela acaba deslocando suas preocupações para os que estão lá fora. Mas, no varejo esta situação é terrivelmente preocupante, pois o consumidor acaba sendo penalizado pela briga de foice que é a conquista de clientes. Aos que ainda não compram, tudo. Aos cativos, a lei!

Por isso, segue meu aviso: – Não se deixe fidelizar, assim, sem mais nem menos! Resistir não é fútil!

Se você resistir, valerá bem mais no mercado e todas as corporações buscarão tratá-lo bem. Mesmo porque, ainda é nebulosa a questão da isonomia entre as vantagens auferidas pelas promoções entre clientes e não clientes. Alguém deveria prestar mais atenção nisso, pois viola o princípio de boas relações entre cliente e fornecedor.*

Como? Eu vou relatar um case real, uma historinha ordinária Continuar lendo

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